A Mastercard Brasil Soluções de Pagamentos comunicou nesta semana que passou a deter 6,93% do capital social do Banco de Brasília (BRB). A participação foi consolidada após a execução de uma garantia vinculada a um acionista inadimplente, em operação de alienação fiduciária.
Segundo o comunicado, a empresa assumiu 33,6 milhões de ações do BRB, sendo 11,7 milhões ordinárias e 21,9 milhões preferenciais. “A consolidação da propriedade decorre da execução de garantia e não de uma aquisição voluntária”, informou a Mastercard.
O BRB esclareceu que a dívida não era da instituição, mas de um acionista do mercado secundário. “O banco não foi parte da operação, que envolveu exclusivamente o acionista e a credora”, destacou a nota oficial.
Com a nova posição, a Mastercard passa a figurar entre os acionistas relevantes do BRB, mas sem alterar o controle da instituição, que continua sob comando do Governo do Distrito Federal. “Não há mudança na estrutura de governança”, reforçou o banco.
Analistas avaliam que a entrada da Mastercard como acionista pode ter impacto apenas temporário. “A tendência é que a empresa se desfaça dos papéis em momento oportuno, já que não há interesse estratégico em manter a participação”, disse um especialista do setor financeiro.
O episódio chama atenção para o uso de ações como garantia em operações de crédito e reforça a importância de mecanismos de proteção em contratos. “Esse caso mostra como ativos societários podem ser utilizados como colateral e, em caso de inadimplência, transferidos ao credor”, concluiu outro analista. (Com informações do portal R7)